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SOBRE O CASTELO DE SANTIAGO DA BARRA

A Costa Portuguesa é rica em monumentos histórico-militares, muralhas, torres e fortificações, muitas delas anteriores à formação de Portugal.
 

Entre os monumentos histórico-militares da costa da região norte, um se destaca pela sua importância: o Castelo Santiago da Barra, em Viana do Castelo.
 

No século XV, Viana, então vila, devido ao seu progresso no comércio marítimo, era alvo dos piratas franceses e galegos, contra os quais não existia uma defesa eficaz na linha de costa. Era necessária uma fortificação à entrada da barra e em 1459 foi construída a Torre da Roqueta, a construção mais antiga do castelo, erigida no reinado de D. Manuel I, como atestam as armas reais ladeadas pelos símbolos manuelinos: a esfera armilar e a cruz da Ordem de Cristo no alçado norte.

Em 1580, com a perda de independência de Portugal para a Espanha, ao assédio dos piratas franceses, juntou-se o dos ingleses e alemães, o que fez com que o rei Filipe II mandasse construir novas muralhas para pôr cobro a esses ataques, utilizando novas técnicas de construção e arquitetura militar e com a ajuda da população que com os seus carros de bois transportava a pedra proveniente do monte de Santa Luzia. O edifício, projetado pelo arquiteto italiano Filipo Terzi, assumiu uma forma pentagonal e aumentou consideravelmente o seu perímetro, incluindo no seu interior a capela de Santa Catarina, posteriormente denominada de Santiago, devido ao domínio espanhol, por este ser o padroeiro desse país.

Em 1640, aquando da restauração da independência portuguesa, chegou a Viana a notícia da aclamação do novo rei D. João IV e o governador do castelo, o castelhano D. Bernardino de Santilhana, iniciou os preparativos bélicos para impedir a tomada da fortaleza por parte dos portugueses, mas estes foram em vão, pois o povo de Viana reconheceu o novo rei e a câmara intimou Santilhana a deixar a fortaleza.

O castelo foi restaurado entre 1652 e 1654 e no início do século XVIII foram acrescentados à fortaleza dois revelins, um sobre o Campo da Agonia e outro virado a nascente. Foi também construído um fosso com 4 a 5 metros de profundidade e os últimos melhoramentos foram realizados em 1799.

Estando a história de Viana tão intimamente ligada ao Castelo, que tantas vezes a protegeu de invasores e piratas, a rainha D. Maria II, achou por bem acrescentar ao nome da vila “do Castelo”, quando elevou Viana à categoria de cidade em 20 de Janeiro de 1848.

Anteriormente ligado à indústria da guerra, o Castelo de Santiago da Barra passou a servir um ofício da paz – o Turismo -, quando em 1994 foi reestruturado para acolher a antiga Região de Turismo do Alto Minho.  Atualmente é sede da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, possui um moderno centro de congressos e acolhe também uma prestigiada escola de hotelaria e turismo.

Este monumento classificado como de Interesse Nacional tão importante para a defesa da cidade de Viana do Castelo e da costa atlântica portuguesa, localiza-se privilegiadamente na foz do rio Lima e é visitável gratuitamente.